VULNERABILIDADE: Com estatísticas em alta, mulheres vítimas de violência doméstica podem ser priorizadas no Programa Minha Casa Minha Vida
Violence against women concept

Quase metade dos casos de violência contra mulher no Brasil ocorre onde elas deveriam se sentir mais seguras: dentro de casa, praticado por companheiros, irmãos, pais. Os dados são de pesquisa realizada pelo Datafolha e Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O levantamento mostra que 42 por cento dos casos monitorados ano passado aconteceram dentro do ambiente doméstico – namorados e maridos foram autores em 23,9 por cento das ocorrências; pais, 7,2 por cento; irmãos, 15,2 por cento, amigos, 4,9 por cento.

Isto significa que 8 em cada 10 mulheres agredidas foram vitimadas por conhecidos, pessoas com que têm laços afetivos.

Detalhe: boa parte das vítimas (52 por cento) não denunciou o agressor ou procurou ajuda. A explicação mais recorrente para o fenônemo é relativamente fácil de entender: elas são economicamente dependentes de seus algozes.

Um dado que preocupa o deputado federal Fábio Faria (PSD-RN), autor de projeto de lei (PL 2869/19)em tramitação na Câmara Federal que prioriza as mulheres vítimas de violência doméstica no programa Minha Casa Minha Vida.

“Muitas vezes, como o agressor é também o provedor da família, as mulheres deixam de denunciar e permanecem em situação de abuso por não terem para onde ir, ou por não conseguirem meios materiais para que possam reconstruir suas vidas longe da violência doméstica e familiar”, explica o parlamentar.

Panorama dramático
A pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra um quadro dramático da escalada da violência contra a mulher no Brasil. Mesmo com as subnotificações, os pesquisadores tabularam um dado impressionante: uma em cada quatro mulheres brasileiras sofreram algum tipo de violência ao longo do ano passado.

Estatisticamente falando, 27,4% das brasileiras acima dos 16 anos passaram por algum tipo de violência – algo em torno de 16 milhões de mulheres.

Para os pesquisadores, a raiz do problema está na desigualde de gênero. E atinge, de forma ainda mais aguda, mulheres negras e pobres.

Os dados – e leituras – constam no relatório “Visível e Invisível: a vitimização de mulheres no Brasil“, em sua segunda edição.

Antecedentes legais

46702162285 b61eb8bb34 k 300x200 - VULNERABILIDADE: Com estatísticas em alta, mulheres vítimas de violência doméstica podem ser priorizadas no Programa Minha Casa Minha Vida
Fábio Faria (centro) apresentou projeto para priorizar mulheres vítimas de violência no Minha Casa Minha Vida

A Lei que instituiu o Programa Minha Casa Minha Vida já estabelece critérios que beneficiam às mulheres, priorizando famílias que são chefiadas pelo gênero.

Também figuram na lista de prioridades do Minha Casa Minha Vida famílias residentes em áreas de risco ou insalubres, desabrigadas em razão de desastres naturais e, ainda, que possuam pessoas com deficiência.

“Com esse projeto pretendemos inclui as mulheres vítimas de violência no ambiente doméstico e familiar nesse rol, por entender que elas precisam de um novo lar para seguir a vida”, finalizou Fábio Faria.

Deixe um comentário

avatar
  Subscribe  
Notify of
Fechar Menu