PL propõe incentivos fiscais para produção e comercialização de carros híbridos e elétricos no País

Uma das maiores fabricantes de automóveis do mudo anunciou que lançará três carros híbridos no Brasil até 2023. O mercado de híbridos e elétricos, porém, ainda está engatinhando no País. O consumo não ultrapassa 0,05 por cento.

Para o deputado Fábio Faria, autor de Projeto de Lei ( PL 1410/2015) que dispõe sobre incentivos fiscais para produção e comercialização de veículos elétricos ou híbridos, o estímulo é fundamental para que grandes marcas aumentem seus interesses em trazer esse tipo de motorização para o mercado nacional.

“Estimular a produção e comercialização de veículos elétricos ou híbridos, por meio da dedutibilidade em dobro de despesas na apuração do Imposto de Renda e da isenção do IPI na aquisição dos veículos, é uma maneira eficiente de garantir maior qualidade das condições ambientais e de reduzir a dependência energética de combustíveis fósseis”, defende o deputado.

País ligado

Apesar do baixo consumo, o Brasil tem histórico antigo com veículos elétricos. A experiência nacional iniciou-se em 1918, quando foi inaugurada a linha de ônibus elétrico entre a Praça Mauá e o então Palácio Monroe, no Rio de Janeiro.

A ideia inovadora e sua correspondente tecnologia, contudo, acabaram se perdendo na década de 30. Desde então o Brasil tem perdido espaço no cenário mundial.

Em alguns países, a exemplo da Noruega, veículos híbridos e elétricos já respondem por cerca de 20 por cento da frota. Mas, no geral, os elétricos representam apenas 1% da frota mundial.

O cenário, porém, sofrerá aceleração brutal a partir de decisões governamentais de determinar prazo para a aposentadoria de carros com motor a combustão. A França, por exemplo, anunciou que proibirá a venda a partir de 2040. Inglaterra e Alemanha fixaram prazos ainda mais enxutos. Até 2030, o consumo será exclusivo de híbridos e elétricos.

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