Migração do porta a porta: Censo do IBGE deve migrar para meios digitais; edição 2020 terá 30% de questionários eletrônicos

Quem somos enquanto nação? Onde vivemos? O que ganhamos e o que precisamos?

Estas são algumas das questões que o Censo Demográfico vem respondendo, no Brasil, desde 1808. A pesquisa, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é a principal fonte de referência sobre as condições de vida da população em todos os municípios do País.

Porta a porta, os recenseadores colhem dados que nos definem e servem de munição para a elaboração de políticas públicas.

O toc toc na porta brasileira, porém, está caminhando para ter data para acabar.

Não, a realização do censo não está em risco. O que sairá de cena é o contato físico, direto, com a população.

Essa é a proposta do Projeto de Lei 2866/19, que tramita na Câmara dos Deputados, prevendo que o Censo Demográfico deva ter até 2050 no mínimo 90% dos seus questionários encaminhados, exclusivamente, por meio digital.

O censo online começará a ser experimentado em seu formato digital já na próxima edição, marcada para 2020. Próximo ano, pelo menos 30% dos questionários serão encaminhados por meio digital.

A proposição avança em sintonia com a revolução tecnológica que o mundo já presencia e prevê uma redução de tempo e custos para o país, já que quase 70% da população brasileira tem acesso à internet.

“Com a revolução tecnológica, o Congresso Nacional tem avançado na legislação para adaptar o país e o ordenamento jurídico à nova realidade. A Lei do comércio eletrônico, o Marco Civil da Internet (2014) e a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (2018) são exemplos dessa nossa preocupação para garantir segurança jurídica aos brasileiros. Devemos avançar, também, na prestação dos serviços públicos com mais rapidez, segurança, economia e eficiência e esta proposta que trata do Censo Demográfico tem esse objetivo”, destacou o deputado Fábio Faria (PSD RN), autor do Projeto de Lei

O projeto também foca na economia que o novo modelo deve gerar, já que o último Censo presencial custou aos cofres públicos mais de R$ 1,2 bilhão.

Uma história antiga

Há controvérsia sobre quando o Brasil começou a se questionar – medindo população e suas condições de vida. O de 1808, que marcaria para alguns historiadores o ciclo histório, teria sido encomendado com interesses de recrutamento para as Forças Armadas.

Os dados colhidos e ventilados, portanto, geram suspeitas.

Mais de meio século depois, em 1872, teria ocorrido – de fato – o primeiro grande censo do País. Denominado Censo Geral do Império, foi conduzido pela Directoria-Geral de Estatística da Coroa.

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