Ciberbullying avança no Brasil e já atinge um em cada quatro crianças e adolescentes conectados

Um em cada quatro crianças e adolescentes conectados no país já sofreu ofensa virtual. Os dados são do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). E a pesquisa revela mais: esse é um fenômeno em ascensão: saiu de 15 por cento em 2014 para 23 por cento em 2017.

Outra pesquisa, realizada pelo Instituo de Pesquisas Ipsos, foi além: revelou que o Brasil é o segundo país no mundo com mais casos de ciberbylling contra crianças e adolescentes.

Por que nossos jovens estão tão expostos?

De acordo com as sondagens feitas pelo CGI.br, a falta de intimidade de adultos com tecnologia – enquanto crianças são nativas digitais – é uma das explicações para a dificuldade dos pais em identificar riscos.

E os danos são graves.

Especialistas apontam que, enquanto o bullying presencial pode provocar sequelas físicas, o virtual tem impacto igualmente agudo pois postagens ofensivas atingem incontável número de pessoas – aumentando, na mesma proporção, o sofrimento psicológico das vítimas.

A maioria dos ataques é direcionado às características físicas. Mas há, também, registros de ameaças de agressão física e até de morte, o que coloca as vítimas em situação de constante apreensão em relação a um possível atentado contra sua vida.

Autor de vários projetos focados na proteção de crianças e adolescentes na internet, o deputado Fábio Faria (PSD-RN) defende mais participação dos pais nas incursões dos jovens no mundo virtual.

“Eis uma comparação que deve ser levada em consideração: a internet é a maior rua do mundo e se a criança não tem maturidade para andar sozinha na rua, também não tem para ficar sozinha na internet”, pondera o parlamentar.

Entre seus projetos constam a exibição de vídeos em vôos e salas de cinema, alertando sobre pedofilia na internet, a exigência de CPF e CNPJ para baixar aplicativos e, ainda, classificação etária dos conteúdos virtuais.

O que é ciberbylling?

Segundo a Lei 13.135 de 2015, o bullying é uma prática de violência sistemática, física ou psicológica na qual o agredido sobre atos de intimidação, humilhação ou discriminação. Inclui, além de ataques físicos, insultos, apelidos pejorativos, ameaças por quaisquer meios, expressões preconceituosas, entre outros.

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Crianças expostas: pais devem vigiar mais as experiências virtuais

Diga não ao Cyberbullying:

  • Não poste mensagens pejorativas ou ofensivas, pois a internet é um meio de disseminação rápida e suas ofensas podem tomar proporções alarmantes, causando danos em suas vítimas.
  • Não faça com o outro o que não quer que façam com você – se coloque no lugar do outro, o que é uma boa medida para saber se o que você está postando é apenas uma brincadeira ou um conteúdo ofensivo.
  • Denuncie conteúdo ou comentário feito por um amigo ou conhecido que possa ser considerado cyberbullying.
  • Mantenha distância de práticas de cyberbulling, evite fazer parte ou ser testemunha.

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