Municípios do Rio Grande do Norte aderem às escolas cívico-militares

escolas civico militares 300x200 - Municípios do Rio Grande do Norte aderem às escolas cívico-militares“Dizer “não” à implantação de 2 escolas cívico-militares é tirar oportunidades de jovens, é tirar o direito dos pais escolherem a educação p/seus filhos. Não aceitar investimentos em educação? O governo de uma professora? @fatimabezerra”. Dessa forma já havia se pronunciado, em seu twitter, o deputado Fábio Faria (PSD-RN), sobre a recusa de vários estados em não aceitar a implantação, em suas unidades federativas, das chamadas escolas cívico-militares, proposta do governo federal. Na ausência dos estados, são os municípios que estão se inscrevendo para implantação dessas unidades educacionais.
No Rio Grande do Norte, apesar de o governo do estado não ter se credenciado para a implantação desse modelo de escola, os municípios de Natal, Parnamirim e Mossoró se habilitaram e estão esperando que o Ministério da Educação atenda à reivindicação dessas prefeituras. Segundo a prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini, ex-governadora do estado, a atitude dos governadores que não aceitaram a proposta do MEC se constituiu numa decisão de tipo “partidária”, o que ala considera um “erro imensurável”.
O caso do governador do Ceará, Camilo Santana, do PT, que apesar da filiação partidária aderiu ao programa federal, foi comemorado pelo governo federal como sendo fator de fortalecimento do projeto. Segundo Santana, “guerra ideológica não leva a nada”, conforme declarou a respeito de sua posição. O modelo chegará, em 2020, a 54 escolas, e o objetivo será selecionar duas instituições de ensino em cada estado, entre os dias 4 e 11 de outubro, para destinar recursos federais.
As escolas cívico-militares são instituições não militarizadas, mas com uma equipe de militares da reserva no papel de tutores. Em julho, o Ministério da Educação (MEC) já havia anunciado a implementação de 108 escolas nesse modelo, no âmbito do Compromisso Nacional pela Educação Básica. Agora, a meta foi dobrada. De acordo com o MEC, os militares atuarão na disciplina dos alunos, no fortalecimento de valores éticos e morais, e na área administrativa, no aprimoramento da infraestrutura e organização da escola e dos estudantes.

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