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Preocupação com onda de violência no Rio Grande do Norte após instalação de bloqueadores em presidios 01.08.2016

  Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, assomo à tribuna desta Casa para falar de um assunto que, creio eu, é de conhecimento hoje de todo o Congresso Nacional.
No nosso Estado, o Rio Grande do Norte, vivemos um momento de luta da segurança pública contra a criminalidade. É um momento que precisa ser registrado nesta Casa, porque partiu do Governador do nosso Estado, Robinson Faria. Com muita determinação e ousadia, ele se reuniu com o Secretário da Segurança Pública e da Defesa Social, General Ronaldo Lundgren, e com o Secretário da Justiça e da Cidadania - SEJUC, Walber Virgolino, e decidiram juntos, em projeto de combate à criminalidade, instalar bloqueadores de celulares nas prisões do nosso Estado.
Essa decisão foi concretizada na quinta-feira da semana passada - e vários outros Estados já tinham tentado colocar esses bloqueadores, mas, quando houve ameaças dos criminosos de dentro das prisões, os Governadores recuaram. Porém, no Rio Grande do Norte, pasmem, Sras. e Srs. Deputados, mesmo após ameaças, o Governador instalou o primeiro bloqueador na prisão de Parnamirim e decidiu instalar outros em todas as prisões do Rio Grande do Norte.
Dentro das prisões, Sr. Presidente, funcionam escritórios do crime; há mandantes para assaltos a caixas eletrônicos, sequestros de pessoas, assaltos a residências, a bancos e ao comércio. Com a instalação de bloqueadores de celulares, corta-se totalmente o elo do criminoso, do traficante com os cúmplices e aliados que ele tem fora das prisões.
Com isso, houve uma reação em massa. Foram mais de 60 ocorrências - tocaram fogo em ônibus, tocaram fogo até em cima do Morro do Careca. Mas até hoje, graças a Deus, não houve nenhum homicídio, nenhuma troca de tiros entre a polícia e os bandidos do nosso Estado.
Eu quero cumprimentar e saudar todas as polícias - a Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Rodoviária Federal, os agentes penitenciários do Grupo de Operações Especiais. Nunca houve, na história do nosso Estado, uma integração tão grande e tão forte de todas as polícias para fazer esse trabalho de inteligência no combate à criminalidade.
Pois então, Sr. Presidente, estamos vencendo. Já houve mais de 60 prisões. Ontem prendemos o maior traficante do nosso Estado, que estava em casa com mais de 300 mil reais em espécie, várias armas, armamentos pesados. Ele estava comandando os ataques de dentro da sua residência. E a inteligência da polícia conseguiu prender esse traficante, o criminoso João Mago.
Eu quero agradecer, em especial, ao Ministro Raul Jungmann e ao Presidente Michel Temer, que enviou hoje mil homens do Exército e mais 200 homens da Marinha para ajudar o nosso Estado a combater a criminalidade, ajudar a Polícia a fazer o trabalho de inteligência, a fim de que o cidadão consiga cumprir a sua rotina, ir para a escola, ir para o trabalho. Os ônibus voltaram a funcionar com escolta.
Eu quero dizer que esses 1.200 homens foram muito importantes para o nosso Estado. Quero dizer também, Sr. Presidente, que os Parlamentares da bancada federal foram solidários. Fizemos reuniões ontem no Gabinete de Gestão Integrada - GGI, e muitos Parlamentares ligaram para o Governador, colocando à disposição dele o trabalho como Deputado Federal e Deputado Estadual. Quero fazer aqui o reconhecimento àqueles que foram solidários.
Por outro lado, lastimo, mais uma vez, a politicagem pequena do Prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, que não se colocou à disposição para ajudar a sua cidade. Mais uma vez, ele foi omisso. Mais uma vez, ele se trancou em sua cúpula e sequer fez uma ligação. Quando o Governador reclamou hoje que não houve um pedido do Governo municipal para se colocar em parceria no combate à criminalidade da cidade da qual é Prefeito, ele disse que não houve convite formal.
Então, o Prefeito, com excesso de estrelismo, na próxima vez, terá um convite formalizado, que vai chegar à sua residência ou à Prefeitura, para que ajude a salvar vidas na própria cidade. Aqui fica este registro.
Sr. Presidente, que esta luta se postergará pelos próximos dias, pelos próximos meses.
Este Congresso Nacional tem responsabilidade com a segurança pública, tem de ajudar os Governos dos Estados do Nordeste, que ficaram de fora desse projeto que nós iremos votar.
O Rio Grande do Norte não tem dívida, Sr. Presidente. O Rio Grande do Norte só representa 0,06% de toda a dívida que está sendo postergada. O Nordeste só é contemplado com 4,5%, a Região Norte, com 0,5%. Os Estados do Nordeste estão sofrendo para pagar as suas folhas. Como é que nós, agora, neste momento, vamos pagar diárias operacionais à polícia, investir em equipamentos de segurança, investir em tecnologia?
É preciso, sim, que este Congresso abrace também os Governadores do Nordeste, abrace a segurança pública, para que esse caso seja um case, e os Estados do Nordeste - como os Estados de todo o Brasil - enfrentem a criminalidade, instalando bloqueadores de celulares, e mostrem que o Estado é soberano e vai vencer essa luta, essa batalha contra a criminalidade no País.

Muito obrigado.