Quem é esse jovem virtual? questiona pesquisa do Portal Educacional

Criança1 1 296x300 - Quem é esse jovem virtual? questiona pesquisa do Portal EducacionalO Portal Educacional, coordenado pelo psiquiatra Jairo Bouer, realizou estudo com 10,5 mil alunos de escolas particulares de todo o país, na faixa entre 13 a 17 anos, com o objetivo de responder a inquietantes questões:
Até que ponto a exposição na internet é prejudicial aos jovens? E quais são as consequências dos relacionamentos criados entre adolescentes através da troca de mensagens via computador?
O resultado está contido no estudo Este Jovem Brasileiro, revelando que há muito ainda a ser discutido e entendido no comportamento dos jovens a partir das experiências de relacionamentos virtuais.
“A internet exige uma série de cuidados e limites que não estão muito claros, nem para os próprios jovens, nem para os pais e professores”, comenta Jairo Bouer.
Ele adverte, porém, que não é o caso de impor limites e controlar a vida dos jovens na Internet, mas sim mostrar os riscos que existem.
“É importante que eles próprios aprendam a criar seus filtros e a lidar com essas situações de uma forma mais segura e responsável”, diz Bouer.
Os números
A pesquisa revelou que 60 dos jovens costumam usar a web como forma de conhecer pessoas. Já 27% usaram as redes sociais para tanto e 38% já fizeram amigos na Internet que trouxeram para a vida real. Um dado merece atenção dos pais, pois 25% dos alunos já “ficaram” com pessoas conhecidas por meio da rede.
Mesmo conscientes dos perigos de marcar um encontro com alguém desconhecido, pois 97% dizem não confiar logo de cara em quem conhecem pela rede, o comportamento é cada vez mais comum, afinal 44% admitem a possibilidade de marcar encontros reais.
Especialista no combate a crimes de exploração infantil alerta: pais estão subestimando riscos da internet

O advogado americano Ernie Allen é reconhecido como especialista mundial no combate aos crimes de exploração infantil. Além de atuar como consultor de países como Estados Unidos e Inglaterra, também colabora com a Interpol na elucidação de crimes cibernéticos que vitimam crianças ao redor do mundo. E é dele que parte o alerta: pais estão subestimando os riscos da internet.
Allen diz que a combinação do uso precoce com o não monitoramento de pais e responsáveis estão na raiz do aumento dos cibercrimes que vitimam as crianças.
“A internet mudou o mundo e isto é fantástico. Com ela as crianças podem aprender, se divertir e entrar em contato com pessoas com os mesmos interesses”, argumenta.
“O lado negativo é a enorme exposição de menores de idade a imagens de conteúdo adulto, a comportamentos de agressão verbal e bullying, à pornografia, além da proliferação de crimes como roubo de identidade, uso inapropriado de dados pessoais, tráfico de armas, venda de drogas e redes de pedofilia”, finaliza.

Deixe um comentário

avatar
  Subscribe  
Notify of
Fechar Menu