Psiquiatra alerta: exposição à pornografia na infância causa impacto durante toda a vida

ciber crimes 5 300x169 - Psiquiatra alerta: exposição à pornografia na infância causa impacto durante toda a vidaO psiquiatra canadense Normam Doidge revelou em seu livro “Os custos sociais da pornografia” (The Social Costs of Pornography: A Collection of Papers, editado por James R. Stoner e Donna M. Hughes), um dado alarmante: a exposição à pornografia na infância influencia na plasticidade do cérebro até formar um novo “mapa cerebral”, podendo gerar consequências para toda a vida.
Ele explica que isso acontece por uma série de fatores, como as características das imagens aliadas ao estado vulnerável do cérebro em momentos de excitação mental, e os mecanismos de recompensa fácil.”
Doidge não está – infelizmente – tratando sobre um fenômeno raro.
Pelo contrário: Um estudo realizado com 3,2 mil jovens de 13 a 17 anos de cinco países europeus (Bulgária, Chipre, Inglaterra, Itália e Noruega) mostrou que 28% das mulheres e 21% dos homens dizem ter sido objeto de abuso sexual.
Outro estudo realizado na Inglaterra com 700 adolescentes de 12 e 13 anos mostrou que um em cada 5 recebeu imagens pela internet que o chocou ou perturbou.
Como blindar as crianças dessa exposição? Usando a velha combinação: participação, aconselhamento e monitoramento.
Cibercrimes: um problema antigo, um alvo comum: as crianças
Em um relatório de 2008, o Ministério Público Federal atestava um “novo” problema, gerado a partir da disseminação da internet: os crimes virtuais ou cibercrimes. No documento, o MPF também fez um alerta: o alvo preferencial dos criminosos são jovens e crianças.
Já naquela época, o Ministério Público registrava o aumento do número de crianças brasileiras conectadas: crescimento de 77% entre 2005 e 2007 – algo em torno de 1,3 milhões de menores, entre 2 e 11 anos (a maioria das classes A e B).
Atualmente, o número estimado de jovens conectados no Brasil é de 24,7 milhões, segundo pesquisa da TIC Kids Online divulgada no ano passado.
O público infantil na net cresceu, os problemas continuaram. O MPF lista em seu estudo os principais crimes praticados contra crianças, entre os quais assédio e aliciamento, cyberbulling, distribuição de fotografias e imagens contendo pornografia infantil.
Os métodos também permaneceram, com os criminosos acessando as crianças e jovens via canais de mensagens diretas.
Apenas os aplicativos mudaram. Naquela época, o point dos cibercriminosos era o App Orkut (que chegou a concentrar até 90% das denúncias de pornografia infantil recebidas pela Safernet).
Pontua o MPF: a maioria dos ataques registrados ocorre via “abordagem em salas de bate-papo (chats) com posterior migração para comunicadores instantâneos (msn) e contato a partir de comunidades de interesse infantil”.
Na época, o MPF ajuizou ações contra Google e Orkut e propos legislação específica para combater a pedofilia na rede.

Deixe um comentário

avatar
  Subscribe  
Notify of
Fechar Menu